segunda-feira, agosto 26, 2013

O DIA EM QUE SOUBE QUE HAVIA MORRIDO

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Em meados do mês de abril de 2012 recebi uma visita inusitada de um antigo amigo e de outra pessoa que lhe acompanhava. Era um dia de atividade intensiva como, aliás, têm sido os últimos dias. Em meio a tantos papéis, livro, regimentos, documentos, e-mails para ser despachado, o telefone toca é a secretária, que me informa sobre dois homens, ambos arquitetos que desejavam falar comigo. Logo pensei... Será mais uma construtora que deseja fazer alguma proposta de compra para o terreno do SPN, pensei. Eles vão me encher o saco.

Mesmo hesitante, sem saber de quem se tratava, os recebi. Autorizei a entrada deles no meu escritório. Qual não foi a surpresa de reencontrar, depois de aproximadamente trinta anos, isto mesmo trinta anos a figura de uma pessoa que embora distante, me era muito estimada e respeitada. Por questões de ordem ética usarei nomes fictícios para esses personagens. Maximiano e Coadjuvante.

A entrada em minha sala já foi debaixo de uma atmosfera de grande emoção. Ao entrar, Maximiano já o fez em prantos, prantos incontroláveis. Coadjuvante, também não sustentou a barra e começou a chorar. Sem entender o que estava acontecendo, fui abraçado por Maximiano, que não conseguia se controlar. Depois de alguns instantes, providenciei água para os dois e lenços de papel para enxugarem as lágrimas.

Enfim, ele, ou melhor, eles poderiam começar a me esclarecer os fatos, que narrarei a seguir.

Em fevereiro de 2012, Maximiano teve que fazer uma viagem a cidade de Toritama, dista cerca de 172 Km de Recife, para fiscalizar algumas obras das quais era o arquiteto responsável. Na saída de Caruaru (135 Km de Recife), ele passou no posto da Polícia Rodoviária Federal, na região rural de Caruaru, onde foi informado de eu, Marcos André Marques havia morrido afogado no dia anterior e que o meu sepultamento aconteceria à tarde por volta das 15 horas. Esta notícia chocou Maximiano, que diante da sua família e de quem lhe deu a informação, desabou num choro incontrolável; seu amigo, Marcos André Marques, havia morrido.

Após aproximadamente 30 minutos de comoção incontrolável, Maximiano e sua família prosseguiram viagem a Toritama. Mesmo sem condições emocionais, amparado pela esposa que, diga-se de passagem, eu não a conheço, Maximiano cumpriu suas obrigações profissionais retornando imediatamente a Caruaru, pois não poderia deixar de ir ao sepultamento do amigo.

Ao retornar para Caruaru, mesmo contra a opinião da esposa que constatava a sua não condição emocional, ele se dirigiu ao local do velório, que estava sendo realizado na Rua Rev. Alfeu Barra de Oliveira, 222. Aquele endereço era do Templo da Igreja Presbiteriana de Central de Caruaru, onde eu havia nascido, me criado e onde ainda hoje possuo raízes e familiares.

Ao se aproximar do templo, já nas proximidades, viu que não seria fácil o acesso, tendo em vista a grande quantidade de carros estacionados. Mesmo sendo domingo, aquele local estava apinhado de carros, com uma grande movimentação de pessoas que iam e vinham para prestar uma última homenagem ao falecido.

Com muita dificuldade, Maximiano consegue local para estacionar o seu carro. Correu para o templo. Chegando lá entre um e outro aperto, conseguiu entrar ficando bem atrás, na entrada, ao lado das duas colunas que dão sustentação a torre da igreja. A cerimônia fúnebre já havia começado e o clima era de consternação total. Muito choro, porém todos contidos, afinal de contas a morte para o crente não é o fim, mas o começo de uma vida gloriosa na presença de Cristo. Não preciso dizer que Maximiano estava inconsolado. Continuava chorando muito, mas esperava o momento para se despedir do seu amigo, por quem nutria imensa admiração.

Ao final da cerimônia o pastor da igreja, Rev. Calvino Rocha avisa que todos poderiam passar em frente ao caixão onde se encontrava o corpo do falecido, vendo-o assim pela última vez. Aquela era a oportunidade para Maximiano me ver pela última vez e mesmo em meio a grande pranto ele não poderia perder aquela oportunidade. As filas são formadas. O povo vai passando. Ao lado do caixão, os familiares do falecido: sua mãe, a viúva e outros familiares e amigos, todos tristes com a partida prematura e trágica do falecido.

Maximiano não conhecia minha família. Não sabia quem era minha mãe, nem meus irmãos, nem minha esposa, ninguém... Ele enfim, chega diante do corpo inerte do falecido, dentro daquele caixão e observa que o meu rosto está bastante inchado. Muitos hematomas. A pele escura, bem mais escura do que da última vez que havia me visto. Isso era estranho. Porém lhe informaram que minha morte tinha sido trágica e que havia batido minha cabeça contra as rochas várias vezes, então pensou ele: “Foi devido ao acidente que ele ficou assim”, concluiu Maximiano.

Ao chegar diante da viúva, de sua mãe e familiares, Maximiano, em prantos, abraça-os e declara a sua admiração por mim. Faz questão de afirmar que eu era um exemplo de vida e que jamais se esqueceria do meu procedimento. Por fim, afirmou que enviaria uma correspondência a família, expressando os seus mais profundos sentimentos pelo triste fato ocorrido.

Ao sair da igreja e se assentar no veículo, conforme as suas próprias palavras, aproximadamente 30 minutos se passaram. Ele não acreditava. Seu amigo, Marcos André Marques, morrerá de forma tão trágica. Ele não poderia esquecer o convívio e os exemplos do falecido amigo. Daí ele chorou, chorou, chorou muito.

Por fim conseguiu reunir forças e foi para casa. Precisava descansar um pouco. Precisava se alimentar coisa que não fizera desde que soube da notícia. Também precisava redigir o texto para os meus familiares, pois essa seria a sua última homenagem ao amigo, agora morte e enterrado.

Por volta das 19 horas, após ter se alimentado, tomado um banho e descansado um pouco, Maximiano começou a redigir uma carta póstuma, em minha homenagem. Sentou e passou a escrever na escrivaninha, sobre a sua admiração à minha pessoa. Descrevia como eu tinha sido importante para ele, quando moramos, como hóspede, no Seminário Presbiteriano do Norte, entre 1977 e 1979. Ele já formado, era arquiteto da FUNDARPE e eu como estudante de Engenharia Civil da Universidade Federal de Pernambuco. Escrevia que eu tinha lhe influenciado muito, demonstrando um cristianismo autêntico, que lhe impactara. Era um grande admirador, mesmo depois de muito tempo, não havia esquecido. Soube que eu era pastor, que havia estudado no Seminário Presbiteriano do Norte, mas havia perdido o contato não, porém a memória.

Enquanto escrevia, a televisão estava ligada. Começou então o NETV, 2ª Edição. Uma das manchetes lhe chamou a atenção. Minha morte seria noticiada. Quando o âncora apresentou a notícia, veio a dúvida: o locutor falava da morte por afogamento do Presbítero Marcos e não do Pastor Marcos. Seu coração se alvoroçou. O desenrolar da reportagem trouxe no seu bojo a elucidação de que na verdade eu não tinha morrido, mas uma outra pessoa tinha sido a vítima fatal. As coincidências: Ambos se chamavam Marcos. Sendo que um tinha por sobrenome Alves e outro Marques; Ambos eram crentes; ambos presbiterianos; um era presbítero, enquanto o outro, no caso eu, pastor.

Sendo muito emotivo Maximiano começou a chorar compulsivamente, o que chamou a atenção da sua esposa e familiares, que logo vieram ao seu socorro e perguntaram o que tinha acontecido para que ele estivesse naquela situação. Sua resposta: “Meu amigo e irmão, o pastor Marcos não morrerá”! Mas ele precisava desta confirmação. Rapidamente conseguiu o telefone de um amigo em comum, membro da Igreja Presbiteriana Central de Caruaru, que lhe explicou o ocorrido, ou seja, que o Presbítero Marcos Alves havia morrido afogado na praia de Tamandaré, depois de ter salvado uma adolescente que estava se afogando. Tudo não passara de um engano.

Através daquele mesmo irmão, soube que eu estava vivinho e que era o Diretor do Seminário Presbiteriano do Norte em Recife, local aonde ele tinha morado por quase dez anos entre os anos 70 e 80. De posse dessa informação decidiu vir a Recife e agora estava ali diante de mim, chorando compulsivamente.

Todos que me conhecem sabem, não sou de chorar. Respirei fundo. Aquela história me impactara grandemente. Na verdade não sabia que ele nutria admiração e carinho por mim, pois nunca me julguei digno de ser admirado por ninguém. Digo isso sem falsa modéstia. O que pude fazer, senão dar glória a Deus por tudo àquilo que tinha ouvido e que estava presenciando.

Este sentimento se acentuou quando após encerrarmos a conversa e antes de nos despedir, orei por Maximiano e seu amigo Coadjuvante. Balbuciei uma oração na qual o sentimento de ser indigno foi a tônica, mas mesmo assim conseguir agradecer a Deus por aquele privilégio, ao mesmo tempo em que pedi que o Senhor me abençoasse para que fosse de fato uma testemunha fiel do Seu Evangelho. Orei também pelo meu amigo e irmão Maximiano, pela sua vida, pela vida da sua família e pelo seu trabalho. O mesmo roguei a Deus para o Coadjuvante.

Ao final nos abraçamos, pousamos para algumas fotos e nos despedimos. Maximiano e Coadjuvante foram embora e eu fiquei pensativo... este foi o dia em que eu soube que havia morrido, mas não morri”.

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1º Coríntios 10.31).

 

segunda-feira, agosto 12, 2013

IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL, 154 ANOS DE HISTÓRIA

154 anos IPB

Hoje a Igreja Presbiteriana do Brasil faz 154 anos de história em solo brasileiro. Esta foi a data em que o Rev. Ashell Green Simonton desembarcou no Rio de de Janeiro trazendo na bagagem o maravilhoso e poderoso Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e para fundar uma denominação cristã, legítima herdeira da Reforma Protestante do século XVI. A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja fiel as Escrituras Sagradas do Antigo e Novo Testamentos, além de ser uma igreja confessional, isto é, tem suas doutrinas sistematizadas por aquilo que é chamado de símbolos de fé, no nosso caso, a Confissão de Fé de Westminster e os Catecismos Breve e Maior de Westminster. Tendo toda a sua estrutura eclesiológica construída sobre a base da soberania de Deus, fartamente e inequivocamente expressa na Bíblia Sagrada, a única regra de fé e prática. Ela tem quatro pilares que dão sustentação àquilo que podemos chamar de presbiterianismo: 1) Teologia; 2) Pratica; 3) Culto; e 4) Governo. Para saber mais sobre a Igreja Presbiteriana do Brasil acesse o site: www.ipb.org.br. Tenha um abençoado dia na presença do Senhor.

Glória seja dada ao nome do Senhor!

 

sábado, agosto 10, 2013

OS SONHOS DE DEUS; E DEUS SONHA?

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Não aguento mais ouvir músicas que afirmam coisas do tipo: "os sonhos de Deus".

Isso se torna mais irritante ainda, para mim, quando ouço pastores de linha evangelical, pentecostal e neopentecostal afirmarem tal despautério.

Minha indignação extrapolou todos os limites quando, nesta manhã de sábado, eu encontrei um pastor presbiteriano postar em seu Facebook, que inclusive, não tenha dúvida, será curtido e compartilhado por muitos incautos irmãos, coisa do tipo: "NÃO DESISTA DOS SONHOS DE DEUS EM SUA VIDA", sem dúvida alguma, UM ABSURDO.

Até cinco anos antes, nunca esta expressão tinha sido usado nas igrejas ou por qualquer pessoa de bom senso, pelo menos até onde pesquisei. Mas foi só um "artista gospel" da equipe do Silas Malafaia usá-la numa música que se tornou hit e, pronto, muitas pessoas passaram a utilizá-la e a consumi-la, como se verdade fosse.

Trago aqui, mesmo que rapidamente, minha argumentação apresentando o equívoco desses que usam essa expressão. Siga o meu raciocínio...

1) Se Deus tem sonhos, uma das possíveis implicações disso, é afirmar que ele dormiu. Mas, isso vai completamente de encontro a Palavra revelada de Deus, registrada no Salmo 121.4, que afirma: "É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel". Portanto, a partir deste texto bíblico é uma heresia afirmar que Deus tem sonhos, pois ele não dorme!

2) A outra interpretação possível, seria afirmar que Deus tem sonhos, no sentido de desejos. Como tal, esses sonhos e desejos podem ou não ser realizados. Óbvio que numa perspectiva humana, isto é totalmente aplicável não, porém, quando nos referimos a Deus. Quando nos referimos a ele temos que fazê-lo como as Escrituras Sagradas nos ensinam, ou seja, que ele é soberano sobre todas as coisas e que não tem sonhos, semelhantes aos homens, mas decretos e planos, que acontecerão, invariavelmente, exatamente de conformidade com a sua vontade, que é boa, agradável e perfeita. Sobre os planos de Deus, o patriarca Jó assim se expressou: "Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado" (Jó 42.2).

Isto posto, quero desafiá-lo a olhar para Deus, a refletir sobre Deus e a falar sobre Deus, da forma como ele se revela em sua Palavra e não como olham os modernos poetas e teólogos neopentecostais, que divinizam o homem e humanizam a Deus, ao ponto de afirmarem besteiras teológica como essa.

Que o Senhor Deus se apiede de nós.

Amém!

domingo, fevereiro 17, 2013

FOGO AMIGO

fogo-amigo

Externo a minha preocupação aos amigos e irmãos, sobre a forma de agir, por parte de alguns irmãos, semelhante aos antigos personagens dos filmes da bang-bang, que diziam: “Atire primeiro e pergunte depois”. É claro que não podemos, em hipótese alguma, negociar os princípios bíblicos e confessionais, porém temos agido com o nosso irmão, da mesma forma como age o homem de Belial. Veja o que nos diz a Escritura Sagrada sobre isto, em provérbios 6.12-19:

Advertência contra a maldade

12 O homem de Belial, o homem vil, é o que anda com a perversidade na boca, 13 acena com os olhos, arranha com os pés e faz sinais com os dedos. 14 No seu coração há perversidade; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas. 15 Pelo que a sua destruição virá repentinamente; subitamente, será quebrantado, sem que haja cura. 16 Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: 17 olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, 18 coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, 19 testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.

O texto por si só fala tudo, pois é parte das Sagradas Escrituras, mas eu quero chamar a atenção dos que leem este artigo para o fato de que estamos fazendo vítimas em nossos arraiais, sob a desculpa de que estamos cuidando da sã doutrina. Muitas vezes achamos que somos os melhores, os mais inteligentes, os mais santos, os mais piedosos, mas na verdade temos agido como o “homem de Belial”.

As vítimas do chamado fogo amigo estão se multiplicando. Só para citar dois exemplos, até bem pouco tempo se criticou de forma intensiva o livro do Dr. John Frame sobre culto, intitulado: “Worship in Spirit and Truth” (Em Espírito e em Verdade). Ouvi e li críticas severas ao pensamento do Dr. Frame, inclusive com sugestões de encaminhá-lo a “fogueira”, pois o que defende neste livro “é uma heresia”, diziam seus críticos.

De repente, uma nova discussão. Aquele que foi enviado as mais escuras profundezas do inferno é agora catapultado a condição de “defensor da ortodoxia” e assume o papel de carrasco e algoz de ninguém mais, ninguém menos, do que Michael Horton, que até bem pouco tempo foi elevado aos píncaros da glória, por ser um grande expoente da ortodoxia e da Teologia Reformada. Faça-me o favor...

As discussões giram agora em torno daquilo que é chamado de: “The Escondido Theology”, que nada mais é do que uma crítica a produção literária teológica do Seminário de Westminster da Califórnia. Não quero entrar em detalhes, nem no fulcro da questão, quem quiser saber mais sobre o assunto, pode Le o livro do Frame The Escondido Theology: A reformed response to two Kingdom Theology, a sistemática do Horton: A Christian Faith: A Systematic Theology For Pilgrims on the Way, ou ainda a resposta de Horton e do Seminário de Westminster da Califórnia nos seguintes endereços: http://www.whitehorseinn.org/blog/2012/02/10/a-response-to-john-frames-the-escondido-theology/ e http://wscal.edu/blog/entry/westminster-seminary-california-faculty-response-to-john-frame, respectivamente.

John Frame Michael Horton 01

Este assunto veio à tona ontem em minha página no facebook, e o que mais me chamou a atenção foi o fato de um colega, mesmo após ser indagado sobre a existência de uma resposta do Horton e do WSC sobre o assunto ele respondeu: “Sim, eu já li à resposta do Dr. Horton, mas ela em nada muda à imagem que os reformados nos EUA tem dele (diga-se de passagem, os sistemáticos do Westminster East). À posição dele [Horton] sobre o Christ's Mediatory Kingship é anti-bíblica. [...]. No Brasil, não se sabe muito, ou quase nada do Christ's Mediatory Kingship. Pois, à posição que prevalece é à dos liberais e dos "reformados" [como Horton] que defendem dois Reinos” [sic].

Como se pode ver no escrito acima, a intenção não parece ser a busca pela verdade, mas tão somente aniquilar quem pensa diferente, mesmo que este pensamento não seja basilar para fé cristã, nem mesmo, pelo menos explicitamente, contrário ao que afirma os símbolos de fé de Westminster.

É possível que posteriormente escreva algo sobre o fulcro dessa discussão, porém preciso me capacitar para tal, lendo o que pensam as duas correntes, à luz das Escrituras Sagradas e dos nossos Símbolos de Fé.

Por enquanto, desejo apenas chamar a atenção para o fato de que precisamos cuidar melhor uns dos outros e evitarmos fazer novas vítimas que cairão devido ao nosso “fogo amigo”.

Em Cristo,

Rev. Marcos André Marques

sexta-feira, novembro 30, 2012

FIM DO MISTÉRIO, FIM DO ENIGMA: O QUE É UMA IGREJA CAQUEIRA?

 

Transplantio

As Escrituras Sagradas nos apresentam a Igreja do nosso Senhor Jesus Cristo, que foi comprada pelo seu precioso sangue, através de diversas figuras:

(1) Corpo (1Co 12; Ef 1.22-23; 4.15-16; Cl 2.19);

(2) Templo ou Edifício (1Co 3.9-16; 1Pe 2.4-8;

(3) Noiva (Ef 5.32 2Co 1.2);

(4) Família (Ef 3.15; Rm 8.14-16);

Entre outras coisas, sabemos que a Igreja tem dois aspectos: Ela é visível (como os homens a veem) e Invisível (como Deus a vê).

Também é comum falar de outros dois aspectos da igreja: A militante (formada pelos crentes vivos) e a Triunfante (formada pelos que morreram em Cristo).

Após estas informações, surge a pergunta: O que é uma igreja caquera. Vou explicar.

Muita gente já sabe que eu, juntamente com o Rev. Victor Ximenes, estaremos iniciando a plantação de uma nova igreja, a Igreja Presbiteriana Redenção, que funcionará nas instalações do Seminário Presbiteriano do Norte em Recife, a partir de janeiro de 2013.

Conversando com um antigo amigo, irmão e colega de ministério sobre o assunto, ele me desestimulou a iniciar este trabalho, tendo em vista que outra igreja em Recife desejava que eu fosse o seu pastor. “Como trocar uma igreja pronta por uma igreja caquera?” Explicou ele, “essa igreja que você quer plantar ou nunca vai crescer e/ou vai ficar mudando de lugar”.

Eu achei ótima a nomenclatura. Quanto à primeira proposição, não fiquei desestimulado, até porque o Senhor Jesus Cristo, quando anunciou a sua Igreja Neotestamentária, disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela. Inclusive ele comissionou aos seus discípulos para uma tarefa, não menor do que conquistar o mundo, quando ele afirmou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.18-20). Daí posso dizer, que cumpriremos a missão e os frutos ficarão a cargo do seu Santo Espírito e cremos que acontecerá algo semelhante ao que aconteceu a Igreja Primitiva: “Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número” (At 16.5).

Quanto à segunda proposição, disse-lhe não haver problema, até porque no Antigo Testamento, a igreja um dia foi itinerante, até que foi finalmente estabelecida, em local fixo. O primeiro caso foi o Tabernáculo, que era um templo móvel e foi usado como local para se cultuar a Deus, até o momento em que Salomão construiu o templo e aí fixou o lugar de adoração, no Monte Sião, em Jerusalém. A Igreja Veterotestamentária, portanto, também passou por esse estágio, isto é, foi uma igreja caquera, até o dia que Deus quis.

Com a Igreja Neotestamentária não foi diferente. Quando ela nasceu não tinha templos, afinal de contas templos não é a igreja do Senhor, que na realidade, é formada por pessoas compradas pelo derramar do precioso sangue do Senhor Jesus Cristo, vertido na cruz do calvário, pelos eleitos de Deus, chamados eficazmente pelo Espírito Santo (cf. Ef 1.3-14). Podemos observar isto quando o apóstolo Paulo, inclusive cita igrejas que eram abrigadas nas casas de pessoas (Cf. Rm 16.4; 1Co 16.19). Só em séculos posteriores, possivelmente, no século quarto, com Constantino ou Teodósio, a igreja começou a construir templos. Portanto, a Igreja Neotestamentária, também passou por esse estágio, isto é, foi uma igreja caquera, até o dia que Deus quis.

Portanto, tomando por empréstimo, a nomenclatura pejorativa daquele querido colega de ministério, defino uma Igreja Caquera, como sendo uma igreja plantada em determinada localidade, formada por crentes comprados pelo precioso sangue de Cristo, vertido na cruz do calvário pelos eleitos de Deus e aplicado nas suas vidas, eficazmente, pelo Espírito Santo, que em algum momento, poderão mudar de lugar, quantas vezes forem necessárias, porém, jamais deixarão de ser igreja. E que em um momento certo, determinado por Deus, conseguirão construir o templo da igreja, que deixará de ser caquera e se tornará fixa.

Espero não ter frustrado ninguém com minha resposta, mas é exatamente assim que penso e que creio, com base na revelação de Deus, a Bíblia Sagrada, a minha única regra de fé e prática.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Marcos André Marques

sábado, setembro 08, 2012

O QUE ERA... PASSOU. O QUE É VAI PASSAR... UM DIA. ESTA É A REALIDADE DA HUMANIDADE



Muito interessante a reportagem feita pelo portal IG “Último Segundo”, encontrado no site: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/veja-o-que-ja-foi-inovacao-nas-salas-de-aula/n1597608450906.html.
Para mim, muito mais do que mostrar a evolução dos produtos e invenções do homens, aponta para a efemeridade e imperfeição dos homens.
Efemeridade porque a Bíblia ensina que “[Deus]Tu os arrastas na torrente, são como um sono, como a relva que floresce de madrugada; de madrugada, viceja e floresce; à tarde, murcha e seca. [...] porque tudo passa rapidamente, e nós voamos”(Sl 90.3-6, 10-b).
Imperfeição porque a Bíblia ensina que a perfeição é um atributo de Deus e que as nossas obras sempre serão imperfeitas. Paulo escrevendo aos Filipenses afirma: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus”(Fp 3.12).
Por achar a postagem interessante, repasso para vocês.

Rev. Marcos André Marques


quarta-feira, setembro 05, 2012

INFORMAÇÕES CONSOLIDADAS DO CENSO 2010

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Alvo de muitas preocupações e comentários em listas de discussões internas de pastores da IPB, os resultados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do último Censo 2010, trazem no seu bojo muitas e valiosas informações.

Segundo o Censo 2010, a maior igreja do Brasil continua sendo a Igreja Assembleia de Deus (IAD) com mais de 12,31 milhões de membros (37,25%), vindo em segundo lugar a Igreja Batista (IB) com pouco menos de um terço dos números da IAD, ou seja, cerca de 3,7 milhões de fiéis (11,27%).

A Igreja Presbiteriana do Brasil, que está presente em solo brasileiro há 153 anos ocupa a 8ª Posição com um total de 0,92 mil membros (2,79%).

Outro dado importante a destacar é o grande número de mulheres arroladas na membresia das igrejas. Em todas as denominações o número delas é superior aos dos homens. Só para se ter uma ideia, na IAD o número de mulheres é de 6.73 milhões e equivale a 54,72% do total de membros. Na IPB as mulheres equivalem a 56,02% dos membros, ou seja, 515 mil. Já na IB esse percentual cresce para 56,99%, ou 2,19 milhões.

Quando o quesito é etnia, o maior grupo racial entre as igrejas de missões (tradicionais) é a cor branca com 52%, vindo na sequência os pardos com 40%. Por sua vez, entre as chamadas igrejas pentecostais, esse número é de 21% e 66% respectivamente. No total, os chamados evangélicos possuem a seguinte configuração: (1) pardos: 45,71%; (2) brancos: 44,63%; (3) preta: 8,19%; (4) amarela 0,98%; (5) indígena: 0,49%.

O número total de evangélicos no Brasil obedece a seguinte configuração: (1) Igrejas tradicionais, ou de missões: 7.686.827 membros; (2) Igrejas pentecostais e neopentecostais: 25.370.484, perfazendo um total de: 33.057.311 evangélicos no país.

Os números, por si só, podem dizer muita coisa, mas também, podem não mostrar nada. Cabe a cada igreja pensar neles, não os utilizando, meramente, como troféu ou alvo, mas apenas como indicador de que muita coisa ainda precisa ser feita para alcançar o alvo estabelecido por Deus: O Mundo. Porém, é preciso tomas cuidado para que o pragmatismo e o estrelismo, próprios do nosso tempo, não sejam aqueles que deem os ditames do trilho a seguir, mas que a verdadeira Igreja do Senhor busque na Palavra de Deus, as instruções de como viver e cumprir a sua missão, buscando a glória e a honra de Deus. Que Ele nos abençoe!

Rev. Marcos André Marques.

Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/infografico-evangelicos-maiores-igrejas-brasil-42425.html

 

 

sexta-feira, agosto 17, 2012

DISCUSSO NA FORMATURA DO SPN. DEZ/2011


As vésperas de atingir um número significativo de acessos ao meu blog, decidi publicar alguns textos, que nada mais são de que discursos, pregações e textos escritos para o boletim da igreja em que sou pastor auxiliar, a Igreja Presbiteriana da Boa Vista.
Nesta ocasião, trago a lume o discurso efetuado por mim nas solenidades de formatura do SPN, em dezembro de 2011. Espero que você seja edificado com a leitura deste material. Vamos ao texto?


DISCUSSO NA FORMATURA DO SPN

Ilustríssimo Sr. Representante da IPB e da JET/IPB, Rev. Dr. Osvaldo Hack

Ilustríssimo Sr. Presidente da JURET/N-Ne, Presbítero Azineto Moura.

Ilustríssimo Sr. Pastor da Igreja Presbiteriana das Graças, Rev. Antonio Sávio.

Srs. Formandos no Curso de Bacharel em Teologia, Especialistas em Exegese Bíblica e Mestrandos em Teologia.

Demais autoridades, irmãos e amigos aqui presentes.

Não me enfado de lembrar a belíssima peça poética escrita pelo salmista, registrada no Salmo 126, quando inspirado por Deus, ele registra aspectos pretéritos, presente e futuro, não só da sua vida, mas também da vida do povo de Deus.

O Deserto do Neguebe antes das torrentes


Ao iniciar este salmo o poeta sacro descreve os grandes feitos do Senhor, na sua vida e na vida do seu povo, quando ele olha para o passado. Esse aspecto pretérito tem cores vivas de um grande sofrimento vivenciado que havia chegado ao fim, em tempo não muito distante. Por isso ele diz: “Quando o Senhor restaurou a nossa sorte ficamos como quem sonha...”. Ao observar a ação de Deus na sua vida ele descreve a alegria do seu coração ao dizer que “... a nossa boca se encheu de riso a nossa língua de júbilo...”, tudo por conta dos gloriosos feitos do Senhor que havia restaurado a sorte deles.

O seu olhar sai do passado e retorna ao presente, quando ele declara que o Senhor havia feito grandes feitos nas suas vidas, e “por isso, estamos alegres”, afirma o salmista. Àquela alegria não era fruto de negociações ou feitos humanos, mas era fruto da intervenção graciosa do Senhor no meio do seu povo, fazendo com que seu povo vivesse alegremente no presente.

O Deserto do Neguebe após as torrentes


Mas para que a situação fosse completa, o salmista volta-se para o futuro, numa perspectiva escatológica, e embora no presente, sendo testemunha das bênçãos do Senhor operadas no passado, ele suplica enfaticamente: “Restaura Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe”. Portanto, a sua perspectiva de vida tinha um alvo, a plenificação de todas as coisas; a restauração do Shalom, onde o Senhor reinará sobre todas as coisas.

Nesta ocasião, quero tomar por empréstimo esta tríplice visão, e olhar nas três dimensões temporais, para a história recente do nosso SPN.

Em primeiro lugar, eu lhe convido a observar o momento pretérito. Deus restaurou a nossa sorte, nos abençoando com muitas bênçãos nas diversas áreas que envolvem a nossa casa de profetas.

O Senhor restaurou a nossa casa de profetas financeiramente, pois ao recebê-la, encontramos uma casa saneada em suas finanças, sem maiores problemas.

Trabalhamos arduamente durante estes últimos quatro anos, que compreendem os anos de 2008 a 2011 e graças a Deus financeiramente o SPN continua saudável, com todas as suas contas em dia, sem dívidas de qualquer espécie.

A parte acadêmica, também teve sensível melhora, pois novos professores com titularidade foram contratados, e incentivados a prosseguir seus estudos visando uma melhor capacitação, para assim instruir nossos alunos. Uma prova inconteste da evolução acadêmica do SPN é quando olhamos a nossa posição no provão da JET/IPB, saímos da última posição para a quarta posição. Desde 2008 não figuramos mais na última posição. Investimentos em equipamentos de informática, na Biblioteca, em móveis, etc. provam que levamos a sério a academia.

Nos dois últimos anos o SPN tem evidenciado uma amplitude de visão ao formar o seu Departamento de Missões, através do qual já fundamos três igrejas, uma em São Caetano, outra em Paudalho e uma terceira no bairro da Várzea, no projeto denominado de “Laboratório de Igrejas”. Realizamos seis viagens missionárias com os nossos alunos para o Norte do Brasil e também para a região Sul, dentro da parceria firmada com o PMC, naquilo que é chamado do Projeto Despertando Vocações. Estaremos realizando o nosso primeiro estágio transcultural, com a ida do nosso professor de missões e alguns alunos, para Guiné Bissau, onde realizarão trabalhos de evangelização e ação social na base da APMT daquele país.

Quanto ao aspecto futuro, reconhecemos, muito ainda temos que fazer. E como sabemos que sem o Senhor a nossa frente nada poderemos fazer, clamamos: “Restaura Senhor a nossa sorte como as torrentes no Neguebe”.

Outras coisas mais virão nisto nós cremos, mas só queremos de fato fazer aquilo que visa à glória e a honra do nosso Deus e Pai, e para isto oramos, Senhor usa-nos, para que mesmo andado e chorando enquanto semeamos, possamos voltar com júbilo trazendo os nossos feixes.

Nesta ocasião quero parabenizar aos formandos em Teologia Sistemática do SPN, aos Pós-Graduados em Exegese Bíblica e aos Mestres em Teologia do SPN pela vitória. Todos estão de parabéns.

Creio que nesta noite, mais uma vez cumpre-se em nossa vida a Palavra do Senhor. As dificuldades deste ano foram muitas, mas o Senhor restaurou a nossa sorte. E nós, nós ficamos como quem sonha e a nossa boa se encheu de riso e a nossa língua de júbilo.

Por isso bradamos em alta voz: “Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres”.

Deus seja louvado. Toda honra, toda glória e todo louvor pertence a Ele.

Amém!

domingo, agosto 12, 2012

NO MEU RIM DIREITO TINHA UM CÁLCULO


NO MEU RIM DIREITO TINHA UM CÁLCULO[1]

No intervalo das dores provacadas pela existência de um cálculo renal no meu rim direito, e para passar o tempo, decidi escrever uma adptação do poema do Carlos Drummond de Andrade.




No meu rim direito tinha um cálculo
Tinha um cálculo no meu rim direito
Tinha um cálculo
No meu rim direito tinha um cálculo

Nunca hei de esquecer disso
Durante a minha vida sobre a terra do meu Deus
Nunca esquecerei que no meu rim direito
Tinha um cálculo
Tinha um cálculo no meu rim direito
No meu rim direito tinha um cálculo.

Marcos André Marques






[1] Texto adaptado da poesia de Carlos Drummond de Andrade “No meio do meu caminho”. Publicada em 1928 na Revista Antropofagia.



terça-feira, abril 10, 2012

PROGRAMA DO 1º ENCONTRO DA FÉ REFORMADA DE RECIFE

Caros irmãos e amigos, seguidores e leitores do meu blog.

Quero chamar a sua atenção para a programação do nosso 1º Encontrop da Fé Reformada de Recife, que é promovido pela Junta de Educação teológica da IPB (JET/IPB), do Seminário Presbiteriano do Norte (SPN) e do Encontro da Fé Reformada de Manaus.

Além de renomados preletores nacionais e internacionais, teremos uma grande promoção de livros de diversas editoras que serão vendidos a preços altamente convidativos. Os descontos chegam até 50%. Será uma ótima oportunidade de aumentar e atualizar a sua biblioteca. Entre as editoras teremos livros da Fiel, Cultura Cristã, Vida Nova, entre outros.

Confira a programação do encontro:

Programação

Para maiores detalhes acesse o site: www.spn.br.

quarta-feira, abril 04, 2012

1º ENCONTRO DA FÉ REFORMA DE RECIFE, PARA PASTORES E LÍDERES

Cartaz_EFR_2012

Tenho a grata satisfação em convidar a todos os meus leitores e seguidores, para participar do nosso 1º Encontro da Fé Reformada de Recife, para pastores e líderes.

O tema é muito importante e convidativo: A Importância da Pregação Hoje.

Os preletores são autoridades no assunto e, entre eles estão: O Rev. Dr. Elias Medeiros, ex-aluno do SPN e Professor de Missões do Reformed Teological Seminary em Jackson, além de Professor visitante no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper (CPAJ); Rev. Dr. Davi Gomes, Diretor do CPAJ; Rev. Roberto Brasileiro, Presidente da IPB; Rev. Jaime Marcelino, pastor da Igreja Presbiteriana Cidade Nova em Manaus; Presb. Solano Portela, Mestre em Teologia Sistemática e Diretor Financeiro do Instituto Presbiteriano Mackenzie; Rev. Paulo Brasil, professor do Seminário Presbiteriano do Norte na área do Antigo Testamento; e do Presb. Eli Medeiros, presidente da JET/IPB.

O Encontro dar-se-á no templo da Igreja Presbiteriana da Boa Vista, situada no coração do Recife, e que oferece amplas condições de transportes para que qualquer pessoa se desloque sem maiores dificuldades de qualquer parte da cidade.

Os dias do encontro serão 17, 18 e 19 de Maio/2012.

Além de uma excelente oportunidade para atualização teológica, na área da pregação, o 1º EFRR oferecerá livros com descontos de 50% para todos os participantes, que além disso, toda uma infraestrutura de lanchonete, livraria, entre outras coisas.

As inscrições podem ser feitas através do site: http://www.fereformada.com.br/?page_id=651, e outras informações poderão ser adquiridas no site do SPN: http://www.spn.br, bem como através do telefone (81)3227.0986.

Em Cristo,

Rev. Marcos André Marques

segunda-feira, março 19, 2012

Cristianofobia e fim do Cristianismo no Iraque e outros países

 

Cristão no Iraque

Uma notícia assustadora me chamou a atenção nesta segunda-feira, 19 de março de 2012: A perseguição aos cristãos, que está acontecendo no Iraque, principalmente, no período pós-guerra.

A frase que mais me chamou a atenção na reportagem, foi expressa pela Comissão de Liberdade Religiosa dos EUA: “A consequência desse êxodo pode ser o fim do cristianismo no Iraque”.

Confira na íntegra a reportagem publicada pelo site de notícias “Último Segundo”, que pode ser conferida no seguinte endereço: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/exodo-do-norte-do-iraque-reflete-declinio-de-cristaos-no-pais/n1597698007983.html.

A seguir a reportagem:

Êxodo do norte do Iraque reflete declínio de cristãos no país

Vítimas de intimidação e condições miseráveis, cristãos iraquianos sonham em deixar o país e até mesmo lugares tidos como refúgio, como o Curdistão

The New York Times | 19/03/2012 07:01

O número de cristãos que vivem no Iraque vem diminuindo cada vez mais. Expulsos de suas casas vítimas de ataques e intimidações, eles estão começando a abandonar os refúgios que haviam encontrado no norte do país, desanimados com a falta de oportunidades de trabalho e pelo medo de que a violência da qual haviam fugido possa estar mais próxima deles do que imaginavam.

Tensão: Violência no Iraque faz com que cada vez mais cristãos fujam

CristãsO êxodo silencioso para a Turquia, Jordânia, Europa e Estados Unidos é o capítulo mais recente de um declínio aparentemente severo que muitos líderes religiosos dizem ser uma crise cristã em uma terra tão marcada por minaretes quanto por torres de sinos de igrejas. Avaliações feitas recentemente constaram que a população cristã do Iraque já diminuiu pela metade desde a invasão dos Estados Unidos em 2003 e, com a saída dos militares, alguns cristãos dizem ter perdido sua proteção.

Essa saída foi sentida em lugares como a aldeia de Tenna, que abrigou dezenas de migrantes cristãos ao decorrer dos últimos nove anos. As famílias que procuravam fugir dos esquadrões da morte e atentados de Bagdá encontraram um local mais seguro embaixo das gigantescas montanhas da região, mas também encontraram um ambiente tedioso, pobre e gelado. Os moradores estimam que metade das cerca de 50 casas de cristãos hoje estão vazias depois que suas famílias migraram para o exterior.

Walid Shamoon, 42 anos, quer ser o próximo a partir. Ele contou que deixou a capital do Iraque em janeiro de 2011 após ter sido confrontado por milicianos xiitas que o ameaçaram de morte e realizaram um atentado contra sua vida. Um de seus irmãos já havia sido morto em um ataque com morteiros, seis anos antes, então ele disse que largou o emprego que tinha na Embaixada da Austrália, onde recebia um salário de US$ 1,5 mil, e veio para Tenna.

Hoje em dia, a única coisa que ele consegue pensar é sobre sua inscrição para emigrar para o Arizona. "Não dá para viver assim", disse ele em uma tarde que uma tempestade de neve atingia as montanhas aonde vive. “A situação aqui não está melhorando, não há trabalho".

Condições

Os cristãos no norte do Iraque representam uma pequena fração das legiões de pessoas deslocadas do Iraque. Ao todo, são 1,3 milhão delas por todo o país, de acordo com as estimativas mais recentes da ONU. Muitos vivem em lixões, favelas e em condições miseráveis muito piores do que a situação de qualquer uma das famílias cristãs que habitam o Curdistão.

Pós-guerra: No Iraque, atentados e impasse político perpetuam miséria

crianças cristão irãAinda assim, os cristãos e outras minorias foram vítimas dos anos de limpeza sectária que praticamente fizeram com que Bagdá, antes uma cidade com uma boa diversidade étnica, se dividisse apenas entre sunitas e xiitas. As estimativas dos EUA e de organizações internacionais afirmam que a população cristã do Iraque, que antes da guerra estava entre 800 mil e 1,4 milhão de pessoas, agora é inferior a 500 mil.

"A consequência desse êxodo pode ser o fim do cristianismo no Iraque", afirmou a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional em seu relatório anual mais recente, resumindo as preocupações dos líderes da igreja.

Egito: Cristãos coptas prestam última homenagem a papa Shenouda 3º

Cristão e criançaEm janeiro, a Organização Internacional para as Migrações revelou que 850 de 1.350 famílias cristãs deslocadas que estão sendo acompanhadas por eles no norte do Iraque foram embora da região no ano passado. Muitos citaram medos sobre sua segurança, bem como dificuldades de encontrar trabalho, moradia e escolas em um local desconhecido onde conheciam poucas pessoas e só se fala árabe.

Mesmo na relativa segurança do Curdistão, alguns cristãos dizem que ainda vivem com medo. O sequestro de um empresário cristão em Erbil, a capital curda, e um recente surto de rebeliões e ataques incendiários contra lojas de bebida cujos donos eram cristãos na província de Dohuk - no norte do Iraque, ao longo da fronteira com a Turquia – impactaram profundamente impactou os cristãos da região.

Ainda assim, as autoridades curdas, que acolheram os cristãos na região se apressaram para acalmar os temores. O líder curdo, Massoud Barzani, visitou os cristãos em Zakho, a cidade onde os motins aconteceram e um desfile de autoridades governamentais e de líderes religiosos enfatizou a tolerância histórica do Curdistão, e os seus laços profundos com os assírios, caldeus e outros ramos do cristianismo.

"Eles fazem parte da nossa história", disse Omar Fadil, chefe do conselho provincial em Dohuk.

Governo

O governo curdo ofereceu terra, combustível gratuito e outras formas de assistência aos cristãos conforme eles chegavam de Bagdá, e abriu suas universidades para estudantes de Mossul, disseram as autoridades. E os cristãos não carecem de uma voz política. Eles se sentam em conselhos locais e provinciais por toda região norte além de terem assentos no Parlamento do Curdistão e de Bagdá.

Apesar da ajuda, muitas famílias disseram que estão tendo muitas dificuldades para sobreviver. Aqueles que moram próximos a cidades conseguem encontrar emprego, mas aqueles que moram em aldeias estão em grande parte desempregados e têm de viver com pensões do governo ou com uma ajuda de custo de cerca de US$ 200 por mês.

Eles não fazem algumas refeições e compartilham o combustível para se aquecer. Muitas vezes eles moram a quilômetros das escolas que ensinam árabe, e alguns pais dizem que seus filhos tiveram de abandonar as aulas.

“Costumávamos nos sentir a salvo no Curdistão, mas as coisas estão ficando instáveis. Não sabemos para onde ir”, disse Berkho Odeesho, prefeito do vilarejo de Dawudiyah.

Mas assim como muitos outros nesta região, Odeesho tem um plano. Ele pediu um visto de imigração e agora está ocupado se preparando para sua entrevista consular. Tirar sua família do Iraque pode ser um processo difícil, mas ele imagina um futuro melhor, longe do Iraque, em um lugar distante chamado Illinois.

*Por Jack Healy

segunda-feira, outubro 31, 2011

VOLTEMOS AO EVANGELHO

Caravela_Moravianos

Após um longo tempo, estou de volta postando, ou melhor dizendo, publicando o conteúdo, que recebi por e-mail do Marcão Vasconcelos. Um texto que realmente me chamou a atenção, me confrontou e me desafiou. Espero que ele provoque isso em você também.

O texto na sua versão original encontra-se no seguinte endereço: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2009/08/jovens-moravianos/

Por enquanto, posto esse maravilhoso artigo, que aponta para o amor de alguns jovens, por pregar o santo Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Voltemos Ao Evangelho

Dois jovens Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da Índia cujo dono era um Britânico agricultor e ateu, este tinha tomado das florestas da África mais de 2000 pessoas e feito delas seus escravos, essas pessoas iriam viver e morrer sem nunca ouvirem falar de Cristo.

Esses jovens fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: ” Nenhum pregador e nenhum clérico chegaria a essa ilha para falar sobre essa coisa sem sentido”.

Então eles voltaram a orar e fizeram uma nova proposta: “E se fossemos a sua ilha como seus escravos para sempre?”, o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o transporte deles. Então os jovens usaram o valor de sua própria venda para custear sua viagem.

No dia que estavam no porto se despedindo do grupo de oração e de suas famílias o choro de todos era intenso, pois sabiam que nunca mais veriam aqueles irmãos tão queridos, quando o navio tomou certa distância eles dois se abraçaram e gritaram suas ultimas palavras que foram ouvidas:

"QUE O CORDEIRO QUE FOI IMOLADO RECEBA A RECOMPENSA DO SEU SOFRIMENTO"!

terça-feira, agosto 16, 2011

Cresce número de divórcios em São Paulo e já se faz festa para celebrar o desenlace

Divócio

Segundo levantamento feito pelo Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB-SP), o número de divórcio cresceu 286% no primeiro semestre deste ano em São Paulo. O forte crescimento foi atribuído à publicação  da Emenda Constitucional 66, que tornou o procedimento do divórcio muito mais simples.

De acordo com o portal IG e a seção Último Segundo, “os casais podem colocar um ponto final no casamento com mais agilidade desde o ano passado. Os reflexos dessa comodidade já aparecem. Os cartórios de São Paulo registraram um aumento de 286% no número de divórcios no primeiro semestre de 2011 quando comparado com o mesmo período do ano passado. Enquanto em 2010 houve 2.348 pedidos de divórcio, este ano o número subiu para 6.721” (cf. site: http://delas.ig.com.br/comportamento/separacaodivorcio/divorcio+cresce+286+no+primeiro+semestre+deste+ano+em+sao+paulo/n1597157286225.html)

Ao fragor dessa onda crescente de divórcios, que invade a praia familiar como um devastador tsunami, chega também uma notícia, não muito comum. Aliás uma novidade, que se já praticada na Europa e EUA, é novidade recente no Brasil. Trata-se da Festa do divórcio, você já tinha ouvido falar? Pois é ela existe e já tem “feito sucesso” entre os adeptos de novas aventuras conjugais. Alguns já a denominaram de “Bodas de Papel Rasgado”.

docinhos bem separadosFoi o que aconteceu com “M” Souza de 29 anos, que deu uma grande festa para amigos e familiares. Chegou de limusine, fez uma entrada, recebeu elogios pela decoração do bolo, distribuiu lembrancinhas para os convidados. Mas o maior comentário foi mesmo o motivo da festa que causou furor: sua separação. A Festa de Divórcio, como a que “M” fez após quase quatro anos casada, chega, aos poucos, ao Brasil.

Bolo bem separadosA banalização do casamento é tamanha que na referida festa, que teve todos os ingrediente contrário ao casamento: convite especial, vestido de divorciada negro, limusine, bolo de separação e ao invés de docinhos bem-casados, os docinhos bem-separados.

No Japão, o Ritual de Divórcio ganha popularidade e os custos giram em torno de mil Reais e tem como destaque a quebra das alianças, cujos restos são colocados na boca da estátua de um sapo, que na cultura japonesa, o animal significa um retorno.

ritual quebra de alianças

Observo esses acontecimentos com um misto de tristeza e alegria. Tristeza porque vejo a sociedade se corrompendo cada vez mais e perdendo todos os valores éticos, morais, sexuais e espirituais, que foram instituídos por Deus, inclusive no que tange ao casamento. Alegre porque a cada dia que se passa a volta do Senhor Jesus Cristo está mais próxima.

Isto me remete ao seu último sermão profético por Jesus, quando inquerido pelos seus discípulos, sobre  quando aquelas coisas (cf. Mt 24.1-3) sucederiam e que sinais haveriam da sua segunda vinda e da consumação do século. Jesus entre outras coisas advertiu aos seus discípulos: “25Vede que vo-lo tenho predito… 37Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. 38Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam,casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, 39e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Sugiro leitura dos capítulos 24 e 25 de Mateus).

Portanto, caros leitores do meu blog, chamo a sua atenção para estes fatos, que banalizam coisas, tão importantes como o casamento e a família.

Que o Senhor se apiede de nós e nos abençoe"!

Em Cristo,

Rev. Marcos André Marques

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