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quarta-feira, maio 12, 2010

HOMILIA FEITA POR PADRE CONTRA O DECRETO ASSINADO POR LULA

É preciso ter coragem para fazer diferença. Isso foi o que não faltou ao Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior pertencente ao clero da Arquidiocese de Cuiabá-MT, que em sua homilia realizada em 31/01/2010, abordou de forma eloquente, sua discordência quanto ao PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos humanos).
Eis a homilia que foi transcrita pelo senhor Luiz Henrique Dezen Ramos e que está disponível em sua versão audível no seguinte endereço eletrônico: http://www.padrepauloricardo.org/site/?p=535:

Homilia pronunciada no dia 31/01/2010, pelo Padre Paulo Ricardo* a respeito do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).O decreto pretende impor à Nação e aos Brasileiros que nele vivem, políticas desumanas e incompatíveis com o cristianismo. Trata-se de um instrumento para a criação de uma “nomenklatura”, uma casta de dirigentes alinhada com a ideologia governante e que, na prática, exclui os verdadeiros cristãos do aparato de governo.

Meus queridos irmãos e irmãs eu costumo sempre fazer a homilia a respeito do Evangelho, porém, o missal permite que se faça a homilia a respeito de alguma necessidade da comunidade. Será o caso da homilia de hoje.

Nós vivemos em um tempo de graves e sérias mudanças em nosso país. Já no apagar das luzes do ano de 2009 o presidente da república assinou um decreto de um Plano de Desenvolvimento dos Direitos Humanos. O decreto é muito extenso, várias paginas, o português é jurídico, difícil de leitura, mas o que o decreto faz é o seguinte:

Ele cria duas categorias de cidadão, existe agora, a partir do Decreto de Sua Excelência o Presidente, dois tipos de brasileiros, aqueles que podem ser funcionários públicos e não são cristãos, e aqueles que são cristãos e são cidadãos de segunda categoria. Essa é a conseqüência desse decreto.

O decreto quer colocar algemas nos cristãos e tornar o cristianismo nesse país praticamente ilegal.

Porque através desse decreto nenhum funcionário público pode ser contra o aborto, nenhum funcionário público pode ser contra o casamento de pessoas do mesmo sexo, nenhum funcionário público pode ser contra invasões despropositadas de terra. Nenhum funcionário público pode ser contra a lei e aquilo que é a política do governo de retirar de todos os locais públicos símbolos religiosos.

Este decreto do presidente da república cria cidadãos de 02 (duas) categorias aqueles que poderão ser funcionários públicos, se forem cristãos, serão cristãos com as mãos atadas; cristãos de amarras, algemas, mordaça...

O senhor presidente da república decretou que ninguém pode ser cristão e servir este país. A gravidade desse decreto, a gravidade desta decisão não está minimamente à altura do barulho que nós ouvimos na mídia e do barulho que nós ouvimos feito pelos senhores bispos do Brasil, que graças a Deus estão protestando, mas não estão protestando com a veemência que deveriam protestar.

Estamos vendo a instauração dos pressupostos de uma futura ditadura! Para que haja uma ditadura é necessário que haja uma nomenklatura, ou seja, um grupo de burocratas fidelíssimos que implantem essa mordaça na população, é assim que se faz uma ditadura.

É necessário que a Igreja Católica erga sua voz contra esta infâmia que Clama aos Céus. Se algum padre ou algum bispo pretende ser prudente e guardar o silêncio, eu não guardarei! Porque não quero entrar para a história como os bispos que covardemente não levantaram a voz quando Hitler começou a governar a Alemanha em 1933.

Meus irmãos, Hitler foi eleito democraticamente. E levou 6 (seis) anos para que ele finalmente fizesse um ato de guerra e invadisse a Polônia, durante estes 6 anos enquanto ele ia tomando o poder gradualmente e abolindo a democracia na Alemanha, pouquíssimos foram os bispos valorosos, tementes a Deus, que ergueram a sua voz para protestar contra esse tipo de desmando.

Não estou acusando o senhor Presidente da República de genocídio nazista e nem de ser um outro Hitler. Eu só estou fazendo um paralelo na história e dizendo que é vergonhoso que bispos e padres não estejam à altura do seu povo e de suas ovelhas e levantem a voz quando a falta de respeito pela população brasileira se torna clamorosa, infame, desavergonhada!

94% dos brasileiros são contra o aborto! E, no entanto esta corja de patifes que nos governa quer a todo custo implantar o aborto custe o que custar. Tentaram através de lei no congresso não conseguiram, agora, então, tentam através de decreto, para que então só haja funcionários do governo que se calem, amordaçados, e sejam punidos com atos administrativos aqueles que não seguirem a cafagestagem desta tirania que está abolindo com a democracia no Brasil.

Meus irmãos; é necessário que nós cidadãos e cristãos não fiquemos indiferentes. Eles irão repetir a ladainha de sempre de que a nossa religião é um fato privado e que ninguém deve usar a sua religião para colocar as políticas públicas. O problema é o seguinte, o ateísmo também é uma atitude religiosa, o ateísmo também é uma religião, o ateísmo também é uma forma de se relacionar com o fato religioso. Uma minoria de ateus desavergonhados quer amordaçar a maioria dos cristãos deste país. Eles dizem que ficam ofendidos com a presença de crucifixos nos nossos tribunais, e eu digo que fico ofendido com uma parede vazia no tribunal. Porque uma parede vazia num tribunal é também uma atitude religiosa, porque viver como se Deus não existisse também é uma atitude religiosa, porque, impedir os cristãos deste país de longa tradição cristã, 5 (cinco) séculos de cristianismo, de manifestarem publicamente a sua religião porque um grupelho de ateus imorais não quer ver a nossa piedade e a nossa religião é algo simplesmente inaceitável, é algo diante do qual nós não podemos nos calar.

Como pastor de almas, eu preciso dizer isto. Eu preciso dizer que não irei me calar diante de uma política do governo que quer implantar o aborto custe o que custar. Porque eu não quero carregar na minha consciência a mortandade de milhões de crianças que se seguirá a esta política genocida. Como pastor eu devo erguer a minha voz contra um governo que quer a todo custo equiparar o casamento heterossexual único e indissolúvel a uma união de pessoas do mesmo sexo, isto é uma afronta, isso é um insulto!

Nós não podemos dizer que o ato sexual homossexual tem a mesma dignidade do ato sexual heterossexual, meus irmãos todos nós nascemos de um ato sexual heterossexual, da união de um homem e de uma mulher. Todos nós devemos à santidade e a grandeza do sexo entre um homem e uma mulher a nossa existência. O que é que um homem com homem pode produzir, além de excrementos? O que é que uma mulher e uma mulher podem produzir? Absolutamente nada! A esterilidade destes atos sexuais não pode ser equiparada à grandeza e a fertilidade dos atos que Deus quis e planejou, que é o ato entre um homem e uma mulher. E a Igreja Católica não pode, não deve e se Deus quiser não irá se calar diante desta perversão.

Nós não estamos querendo colocar nenhum homossexual na cadeia, como eles, aliás, querem me colocar na cadeia, e a você também se você abrir o bico. Porque já existe no congresso tramitando uma lei, PL 120 (nota: trata-se do PLC 122/2006), que pretende punir como crime inafiançável qualquer ato de discriminação contra pessoas que advogam o sexo com o mesmo sexo. Eu não quero colocar nenhum homossexual na cadeia, enquanto houver sociedade cristã os homossexuais continuarão tendo o direito civil de ter as relações sexuais que quiserem sem ser ameaçados com a cadeia. Mas por favor, não queiram calar a nossa boca e não queiram nos obrigar a achar tudo isso muito bonito e decente.

Uma coisa é um crime, outra coisa é um pecado. O homossexualismo não é um crime, mas é um pecado! Porque não está no projeto de Deus, porque Deus não o quis. Todo homossexual enquanto os valores cristãos guiarem o nosso país, todo homossexual terá todo o direito de sê-lo, de ser homossexual o quanto quiserem e de fazer os atos sexuais que quiserem, mas não queiram que os elogiemos por isto, não queiram que nós achemos tudo isso muito santo e decente porque a palavra de Deus nos proíbe. Criminalizar esta minha opinião é criminalizar o cristianismo. Este PL 120 (nota: trata-se do PLC 122/2006) está simplesmente pretendendo criminalizar o cristianismo.

Vocês sabem que já está em vigor esta realidade no nosso país, não através de lei, mas através de jurisprudência. Aconteceu em Fortaleza que uma igreja evangélica, quis, pagou, e colocou outdoors na cidade, cartazes com versículos bíblicos e nada mais. Os versículos da Bíblia que dizem que o homossexualismo é um pecado, simplesmente “a frase da bíblia”, a citação, só isso. Um grupo do movimento dos direitos dos homossexuais entrou com uma ação contra esta Igreja e o juiz mandou retirar os cartazes. Vocês sabem o que é isso? Isso significa que o cristianismo no nosso país já é um crime, para alguns juízes já é um crime, para alguns juízes ter a opinião da bíblia é um crime. E assim eles vão instalando esse tipo de aberração no nosso país.

Querem que nós aceitemos o apoio total e irrestrito destes grupos de facínoras que invadem as terras e que tomam conta das áreas produtivas do nosso país para não produzirem absolutamente nada. Este bando de cafajestes chamado MST é o maior latifundiário deste país, entretanto não produzem uma banana. Porque o que querem é destruir simplesmente a nossa sociedade, a eles não interessa minimamente a produção, a eles não interessa minimamente aquilo que seja a ordem, aquilo que seja uma democracia.

Nosso governo que exige de todos nós todo tipo de documento, para sequer comprarmos na farmácia ao lado uma cápsula de aspirina, não exige um documento sequer do MST para despejar milhões de reais nessa organização criminosa. Não sei se os senhores sabem, mas o MST não existe juridicamente, eles não têm sequer um CNPJ, não existe a pessoa jurídica, não existe a firma MST, e mesmo sem, mesmo estando irregulares eles recebem milhões de reais todos os anos, do nosso governo, e o país adormentado, assiste a instauração de uma ditadura, e a perversão da ordem do nosso país.

Nós não podemos permanecer calados diante disso, Clama aos Céus este ato. Que um presidente da república seja irresponsável o suficiente de dizer que assinou este decreto sem ler, em qualquer país civilizado seria suficiente para um impeachment, para que ele já tivesse sido estromesso (Nota: deposto) do palácio do planalto. Que um homem assine um decreto desta enormidade, e diga que nem sequer leu, é de uma cara de pau tão grande, que nós não podemos sequer sonhar com uma coisa dessas. Como, senhor presidente, o senhor não leu, se todas estas cláusulas que o senhor acaba de assinar estava no seu plano de governo quando o senhor se candidatou pela primeira vez em 2002?

Infelizmente o nosso país elege presidentes não pelos seus planos de governo, mas elege presidente pelas propagandas eleitorais. Propaganda aceita tudo, (com) propaganda se faz aquilo que se quer. Infelizmente, infelizmente esta minha homilia não pode ser classificada como propaganda eleitoral para um outro partido. Porque infelizmente os outros possíveis e prováveis candidatos de outros partidos têm o mesmo desgraçado plano de governo.

Nós podemos nas próximas eleições ir votar e eleger, e escolher entre: lúcifer, satanás, belzebu, o diabo e o capeta. Porque tudo será, no final, a mesma coisa. Porque se o Lula defende isso, a Dilma também o defende, o Serra também o defende, e mais todo o resto da corja que quer se candidatar a presidente da república. Não existe partido, não existe partido que numericamente seja representativo, que esteja realmente representando a opinião do povo brasileiro. Infelizmente, infelizmente, os senhores congressistas, infelizmente os cargos que nós temos no executivo, e infelizmente também o judiciário, estão todos pela ocupação de espaço, pela política da ocupação de espaços, estão todos alocados para pessoas revolucionárias, anti-cristãs de esquerda.

Esta é a situação deste país. Esta é a nossa situação. Agora não esperem os métodos de Hitler, porque hoje em dia não se faz mais ditadura com derramamento de sangue, hoje em dia as ditaduras são feitas por revoluções de veludo, como este decreto que nós acabamos de assistir. As revoluções de veludo que vão, lenta e gradualmente, comendo os direitos democráticos sem que sequer as pessoas notem isso. Sequer as pessoas estão notando a demência que é pedir de um funcionário público que ele professe a fé no credo do governo e do partido governante. Isto jamais existiu numa democracia. Nós estamos sendo governados por uma ideologia que tem a sanha do poder. Eles não irão parar por aí. Se nós - nós - não fizermos ouvir a nossa voz infelizmente não existe nenhum movimento organizado para rebater isto tudo. Então o que podemos fazer de concreto? O que podemos fazer agora é abrir os olhos das pessoas para o que está acontecendo.

Para que isto um dia se torne um movimento. Para que isto um dia se torne um movimento de cristãos e não-cristãos, amantes da democracia que queiram deter esta raça de gente, esta raça de mal-feitores que desgraçadamente nos governa. Que Deus tenha piedade do nosso país!

Quero concluir esta homilia, recordando, porém, a providência de Deus, não para que nós fiquemos de braços cruzados não é isso. Mas para que não nos desesperemos. Deus está conosco e se Deus está conosco quem será contra nós? Nós podemos e devemos articular a nossa ação política para que como cidadãos tenhamos direito de existir como cristãos.

Meus irmãos eu não estou fazendo campanha de nenhum partido político, porque infelizmente eu os detesto a todos. Porque todos, todos, sem exceção são cúmplices desta enormidade que nós estamos assistindo. Não estou dizendo votem em fulano, em beltrano e sicrano, eu estou dizendo: Vamos acordar!

Deus está conosco. Deus é por nós. Mas se Deus é por nós, nós precisamos também ser por Deus. Deus está do nosso lado e nos defende. Mas nós também precisamos nos acordar. E realizar atos corajosos de protesto. Espero em Deus nosso Senhor que padres e bispos do nosso país, lideranças leigas, acordem para estes fatos e nós possamos assim, em período breve, organizar marchas pela liberdade. Não a favor de nenhum partido político, marchas pela liberdade simplesmente dizendo que nós não estamos de acordo a que os políticos no congresso nacional simplesmente estejam moucos (Nota: surdos) à voz da população.

Infelizmente do outro lado eles são bem informados, eles tem militância, eles tem constância, eles são aguerridos. Do nosso lado nós não temos militância nenhuma, então não adianta agora querermos conclamar nada. Precisamos primeiro tomar consciência, precisamos primeiro nos inquietar, para que depois, uma vez que haja uma população inquietada, possamos fazer uma manifestação pública, porque se eles não ouvem a voz de Deus e a voz da Moral, pelo menos a voz do voto de milhões de insatisfeitos eles irão ouvir!

Pe. Paulo Ricardo em entrevista ao notícias.cancaonova.com
Fonte: Canção Nova
* Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior pertence ao clero da Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso – Brasil) e, desde 1996, é reitor do Seminário Cristo Rei, de Cuiabá.

Nasceu no dia 7 de novembro de 1967 e foi ordenado sacerdote no dia 14 de junho de 1992, pelo Papa João Paulo II. É bacharel em teologia e mestre em direito canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Atualmente, leciona nos cursos de Filosofia e Teologia.

Desde 2002, a Santa Sé o nomeou membro do Conselho Internacional de Catequese (Coincat), da Congregação para o Clero.(Currículo retirado do site do próprio Revdo. Pe, no endereço eletrônico: http://www.padrepauloricardo.org/site/?page_id=2>).

Transcrição feita na integra pelo senhor Luiz Henrique Dezen Ramos.

“E por se multiplicar a iniqüidade...” (Mt 24.12).

Esta frase dita há aproximadamente dois mil anos pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, está situada dentro do seu último sermão, chamado “Sermão Profético”, proferido no monte das Oliveiras e segundo os editores da Bíblia Revista e Atualizada do Brasil, aponta para o “Princípio das Dores”, um período inteiramente necessário, que precede a “Grande Tribulação” e a vinda do “Filho do Homem”.

Dentro deste contexto e exortando a princípio sua plateia primária, composta por seus discípulos, Jesus faz ainda, diversas exortações quanto à necessidade de vigilância por parte dos seus seguidores, ao profeticamente narrar acontecimentos que estarrecerão o mundo. Sua intenção ao fazer isso era exortar seus seguidores de todas as épocas, com relação à situação de pecado em que se encontrará a humanidade, quando da sua volta. Jesus afirmou: “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mt. 24.37-39).

Estamos, sem dúvida alguma, vivendo esses “Últimos Dias”, porém ainda não o “Último Dia”. A iniquidade tem se multiplicado de forma tal que parece não existir mais limites para a maldade da mente pecaminosa do homem.

A PL-122 é uma realidade, senão presente, mas brevemente presente, pois mais dia menos dia, será aprovada por aqueles que regem as leis da nação.

Os meios de comunicação têm conspirado e se ajuntado para, de forma agressiva, implementar uma era chamada de “diversidade”, onde o que menos importa é a Santa Palavra de Deus e os seus mandamentos. O pecado tem sido tratado como um aliado, pois afinal de contas todos têm direito de ser feliz, mesmo que isso vá de encontro ao que preceitua a Palavra Inerrante de Deus.

Nessa avalanche orquestrada pelo maestro “deus do presente século”, recentemente tivemos a edição do famigerado e depravado programa BBB10 da Rede Globo, no qual, a apologia pelas liberdades de escolha de opções sexuais, tornou-se clara, quando três participantes eram homossexuais (dois gays e uma lésbica).

Não é nova a investida de Satanás através da Rede Globo de Televisão, no sentido de defender o homossexualismo. Diversas novelas, mini-séries e filmes, já haviam abordado o assunto. No dia de ontem, o programa tele jornalístico, Profissão Repórter, também abordou o mesmo assunto, sempre de uma perspectiva tendenciosa, sem mostrar as implicações físicas, psicológicas e espirituais de tão horrendo estado pecaminoso.

A revista Veja, em sua última edição 2164 de 12 de maio de 2010, trouxe como reportagem de capa o assunto, com o seguinte tema: “Ser jovem e gay: a vida sem dramas”, na qual traz o depoimento do estudante carioca Lucas El-Osta, de 17 anos, que se assumiu gay para a família e amigos aos 14 anos. A reportagem, que tem uma chamada na Carta ao Leitor, a qual transcrevo aqui, é tendenciosa, repudiante e heterofóbica. Eis o conteúdo da sua chamada:

Uma lição dos jovens

Alguns dos personagens gays da reportagem de VEJA:
o começo do fim do preconceito, segundo a revista.
foto de Laílson Santos da edição nº 2164
“Uma reportagem especial desta edição de VEJA revela a existência de um fenômeno recente entre parcela considerável dos adolescentes e jovens brasileiros. Eles formam uma geração que cultiva a tolerância em um nível jamais atingido em outros períodos da nossa história. É uma realidade positiva em especial para os jovens homossexuais, justamente na idade em que a aprovação dos pares é mais vital para o amadurecimento emocional do que a da própria família. Fazer parte de uma turma, ser aceito sem se ver obrigado a fingir e sem ser o alvo preferencial de gozações, quando não de hostilidades, é a melhor tradução de felicidade na adolescência.

A reportagem mostra que se revelar homossexual para os pais ainda é algo tenso, complexo e sofrido para um jovem. Mas o convívio com a diferença, antes verificado apenas no ambiente de vanguardas e círculos intelectuais e artísticos, está se tornando a norma nos grandes centros urbanos brasileiros. O fato de alguém ser gay não traz mais aquela marca dominante em torno da qual orbitavam todas as demais qualidades e defeitos do garoto ou da garota. Perante os colegas e amigos, a orientação sexual de um adolescente, que até há bem pouco tempo era a característica primordial de sua essência, passa a contar apenas como uma das muitas facetas da personalidade.

Encarar a homossexualidade com naturalidade é uma bela lição que os jovens brasileiros estão ministrando aos adultos. De modo geral, quando escapa da galhofa pura e simples, a homossexualidade é tratada com hipocrisia ou usada como bandeira por grupos militantes que vitimizam sua condição e são paparicados por políticos em busca de votos. Os jovens estão demonstrando que ser homossexual não necessariamente implica que um indivíduo seja pior ou melhor, mais forte ou mais fraco do que o outro – mas apenas diferente. Isso leva a questão para longe das piadas, das bandeiras, das passeatas, das religiões, dos julgamentos morais e até das legislações, devolvendo-a ao arbítrio de cada um na confecção da imensa teia de afeição e rejeição que define a condição humana”.

Uma pena que uma revista que diz sempre buscar o lado da isenção jornalística, haja dessa forma e apresente tal anomalia, como sendo algo normal, que deve ser encarado com naturalidade por todos, quer sejam, amigos, familiares e público em geral.

Desejo, portanto, repudiar não somente a reportagem de Veja, mas também, a filosofia defendida por ela, que além de escravizada pelo pecado, vai de encontro aos Mandamentos de Deus, é preconceituosa contra os heterossexuais e deseja destruir a família, instituída por Deus.

Que Deus se apiede de nós.

No Seu amor,

Rev. Marcos André Marques

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